Talvez ninguém tenha percebido…

Que é bem comum eu fazer um post depois do fim do mês e colocá-lo como do mês só para ter um post por mês. Aí ele tem algo, mesmo que seja inútil.

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Já que alguém chegou aqui perguntando

Alguém chegou aqui perguntando por isso:

“trajeto ruas que passa o interbairros v”

Assim: Engenheiro Costa Barros, Roraima, Luiz França, Vicente de Carvalho, Procópio Ferreira Martins, Marcos Smanhotto, Coronel Francisco H. dos Santos, Senador Batista de Oliveira, Amoroso Costa, Dr. Alcides Vieira Arcoverde, Dr. Ovande do Amaral, Prof. Léo Kessler, Comendador Franco, Professor Luiz Carlos Pereira da Silva, Pista Lateral da Linha Verde, Senador Salgado Filho, Imaculada Conceição, Comendador Roseira, Rockfeller, Chile, 24 de Maio, Presidente Kennedy, Republica Argentina, Lourival Portella Natel, Presidente Kenendy, Itatiaia, São Mateus, João Bettega, Carlos Klemtz, João Bettega, Dr. João Tobias Pinto Rebelo, Luiz Parigot de Souza, Augusto de Mari, Lourival Portella Natel, República Argentina, Levino Schier, Lourival Portella Natel, Presidente Kennedy, Conselheiro Dantas, Rockfeller, Comendador Roseira, Iapó, Jóquei Clube, Imaculada Conceição, Plácido de Castro, Comendador Franco, Dr. Alcides Vieira Arcoverde, Amoroso Costa, Cel. Joaquim Lacerda, Cel. Francisco H. dos Santos, Frei Rogério, Rodolpho Senff, Reinaldo Issberner, Procópio Ferreira Martins, Vicente de Carvalho, Luiz França, Roraima, Engenheiro Costa Barros.

 

Alguma pergunta a mais?

XVIII Putz Filme a Filme

Cacete! 18.ª Edição!

Sim. Diário de bordo, data estelar 2018. O Putz – Prêmio Universitário Trash Zé do Caixão – chegou à sua edição XVIII. Se você não sabe números romanos, é dezoito. O Putz está na idade adulta. Mas segue neste som. Sobe a trilha!

Depois de nossa música de abertura, vamos ao que interessa. Primeiro, como de costume, vamos falar de um modo geral do evento.

Primeiro a decoração. Já é meio repetitivo se você for leitor mais antigo, mas não tem tanta coisa a se fazer com a atual decoração do auditório. Mas ficou bem sutil e bonita a decoração com o nome do festival e as fitinhas entre as janelas. Deve ter muita gente que nem percebeu, mas…

O tema Copa poderia ser mais explorado no começo (meio que repete o tema de 2014… ora… ora…), mas aí temos um problema que é a falta de material de divulgação, a falta de programa impresso e a falta de cédulas para votar na escolha da audiência. Sério: escolher o filme da Escolha da Audiência no grito é ridículo. Já achava algo bizarro no Clube da Criança com a Angélica na TV Manchete com seu palmômetro (olha a referência anacrônica do tempo que não eram nascidos…). Como tenho repetido nos últimos anos, não é difícil botar o povo para votar e tal. Arranja umas canetas, imprime cédulas e corta. Aí recolhe. Junta uma força tarefa para ir contando e totaliza. Não trará atraso substancial e evita efeito manada ou gente que grita só para agradar o amigo. A impressão é que a organização ficou a cargo de muitos poucos e eles ficaram isolados e sem recursos. Faltou solidariedade entre a turma responsável.

O horário das 18 horas pode ser meio ruim para quem trabalha, mas no Brasil atual, com o desemprego, ainda mais na Comunicação, o que mais tem é desempregado, então… A pontualidade foi a maior de todos os tempos e isso é positivo e sinal de disciplina de quem cuidou disso e evita impacientes e não atrasa eventos posteriores. Aí é um acerto da organização, que deixou quase tudo pronto cedo e chegou pouco antes só ligar as coisas, sem atropelos e sem invenções (e sem aquele tapete vermelho no meio que botaram em vários anos e que é um risco de quedas e fraturas até em gente que está saindo da adolescência pingando óleo).

O público segue em declínio. O evento não atrai mais centenas e centenas de estudantes e formados. Uma pena!

Achei as categorias bem escolhidas (se quisessem colocar “Melhor Cena de Despertar”, daria certo também, mas não é nada que traga problemas) e as sacadas das vinhetas ficaram boas. Já tinha visto alguns dos lances e outros não… Se fosse daqui uma semana, o atuação inútil teria o goleiro do time alemão que estava tomando água e tomou um gol por isso. Os troféus foram excelentes também.

De um modo geral, os filmes estiveram longos demais (falaremos depois das exceções), diferente do ano passado. Gente, menos é mais e são curtas metragens. Você não precisa contar uma história completa, pode optar por fragmentos. E pode contar histórias simples. O mesmo vale para cenas longas e desnecessárias. Muitos filmes são enxugáveis. Chegar na marca dos 20 minutos é absurdo. Já vira média metragem, segundo algumas metodologias. Vamos pensar em algo ideal? Oito minutos funciona, seis é lindo, dez dá para perdoar se o filme for muito bom e tiver ritmo e intensidade (compactação entre as linhas, jogo de posição, saída lavolpiana, ultrapassagens dos laterais, tiki-taka booooommmmm).

Sem mais delongas, vamos aos filmes um a um. Pedimos à organização links deles no Youtube… enquanto não aparecem os links, eles não estarão aqui. Se estiver vendo todos com vídeo, é que nossa missão foi bem sucedida, ou não, quem sabe…

1- Calma

O filme tem imagens sampleadas nas externas. Cenas com despertadores são clichês que voltaram com tudo, comprovando que a moda é um troço cíclico. Assim como cenas de espelho (no fundo, é um bom treino de enquadramento filmar espelho sem o câmera aparecer). Até a metade, a fotografia foi bem pensada. No entanto, acabou parecendo uma tentativa de fazer um novo AAAAAAAAAA (acertei quantos AAA, Daiane?) e fazer algo no gênero do que já foi feito é um caminho perigoso, ainda mais quando se passa muito do tempo de duração e o ritmo do filme fica arrastado.

2- Composição dos Quandos

https://drive.google.com/file/d/1_pdF7UHpgSodpmf4PabKQBwo2mCZc6D1/view

(Para assistir, clique no link. Ele abrirá em outra aba de seu navegador. Se ele não usar abas, busque algo mais moderno que o Explorer 5)

Outro despertador e você pensa que é mais um filme longo. Achou errado, otário! Filme de boa duração (nem quatro minutos), ideia conceitual aparentemente simples, mas de execução/edição trabalhosa. Caberia tranquilamente na categoria Experimental/Arte do saudoso Putzão (volta, vai). Um bom trabalho, em suma.

3- Ensaio Sobre a Jojoca

Eu vi uma referência ao GTA, eu vi. Talvez o único pecado foi ter exagerado em tramas paralelas (gente, é curta) o que deixou longo demais. Mas os argumentos são bons, qualidade técnica de filmagem excelente, algumas boas sacadas, o uso do chroma-key no estúdio chutou bundas. Sem falar as personalidades dos personagens.

Doutor Gerúndio alguns anos atrás….

Sobre as personagens, aí foram bem construídas, como o médico que é adepto do gerundismo, o apresentador que erra o nome de todo mundo e os GCs da transmissão. Com uma enxugada em alguns takes, tem algum futuro.

4- Sitcom

Teve sua inspiração em Friends. Ou o som tá bem captado até demais ou redublaram todas as falas. Edição de som foi primorosa, mesmo assim. Um bom roteiro para um episódio mesmo de sitcom. O ritmo inclusive não deixa ficar tão cansativo, ainda mais as tiradas do roteiro. Deve ter sido um baita desafio fazer isso sem se perder com as piadas e com o ritmo. Ganhou o prêmio de Melhor Filme do Júri.

5- Dora Aventureira no Final do Semestre

Se errei o título, foi por falta do programa (viu como é útil, eu mal entendo minha letra hahaha). Foi um chamado “Filme Floresta” (já virou um gênero de filmes para consumo bem interno com histórias só do campus. Felizmente, poucos seguem fazendo isso). Sampleou parte do desenho Dora Aventureira.

O coadjuvante Botas ficando bem louco na vinhada lá no começo do semestre

Algumas tiradas engraçadas, mas problemas de captação de som e duração excessiva.

6- Identidade

https://drive.google.com/file/d/1HGSJ0yNpuSNJMaMe2tSCGObH81-ghonB/view 

(Para assistir, clique no link. Ele abrirá em outra aba de seu navegador. Se ele não usar abas, busque algo mais moderno que o Explorer 5)

Parece um “Filme Floresta” no começo, mas não é. Boa duração e boa trama. Simples, mas bem identificadas. A captação de áudio do professor, que não aparece, é meio estranha, mas aparentemente foi sampleada. Uma temática interessante: transexualidade e auto-imagem. O pessoal passou correndo pelos créditos e fica a pergunta: os dois protagonistas são irmãos, dada a semelhança física?

7- Samara, A Verdadeira História

Uma ideia baseada em uma lenda urbana/spam de internet. A duração foi boa, pouco mais de 5 minutos (corrigi, estava 7). E teve uma boa sacada relacionados a cobranças por telefones, um dos males modernos.

8- O Terrível Assassinato de Lucy Jane

Gente, não façam roteiros com muitas voltas. E cuidado com a continuidade, pois um dos personagens ficou com bigode retrátil: crescia e diminuía. 20 minutos é demais. Alguns excessos de gags atrapalharam isso e o ritmo. Dava para contar essa história facilmente na metade do tempo, mas num ritmo tipo time do Marcelo Bielsa, sinal que o argumento e o roteiro eram longos demais para esse tipo de filme. O argumento era ao menos bom, embora algumas revelações tirem um pouco o peso do filme.

9- Cara, cadê minha torta?

A falha é comum em que é iniciante: cenas demais que poderiam ser cortadas sem prejuízo à narrativa. Outra é o tamanho do roteiro que deixa o filme longo demais e prejudica o ritmo. O argumento é bom e os personagens são bons. Mas 17 minutos é de provocar queda do orifício anal das nádegas.

10- O Sexto

O Sexto foi o Décimo. É tipo aquela anedota que o Pearl Jam não entende de matemática e chamou o primeiro álbum de Ten e a primeira música deste de Once. Essa nova geração liga para o Pearl Jam ou já virou classic rock? Mais uma vez alguém faz um metafilme de como se fazer um filme. Até uma sacada boa dizer que é o sexto a fazer isso. Se é realmente o sexto, teria de pesquisar meus alfarrábios. Isso é meio falta de criatividade ou de foco. Convenhamos: a ideia do ET que passa no filme daria um bom filme trash. Ganhou Escolha da Audiência, mas com certeza não é meu voto e nem teria estofo para entrar para os anais do Putz (Anais são coisas sérias).

11- Polyminia

https://drive.google.com/file/d/1P5ClHdpIeqIc8ZO4veAU-LgZm0rUFs5k/view

(Para assistir, clique no link. Ele abrirá em outra aba de seu navegador. Se ele não usar abas, busque algo mais moderno que o Explorer 5)

Mais um filme com ator acordando. Trabalha bem com quebras de expectativas, mas a duração e o ritmo quebram tudo. Talvez o fato de aparentemente não terem feito exercício de suecagem neste semestre fez a turma chegar mais verde neste ponto. Teve problema em captação de som em cena externa. Aí vem algumas dicas para todos: por mais que o ambiente pareça meio silencioso na rua, as câmeras têm microfones que amam carros passando. E tem a aplicação da Lei de Murphy: sempre vai passar um carro bem barulhento enquanto você filma externa, mesmo que seja uma rua fechada no Riviera ou na Lamenha Pequena.

12 – Vampiro Doidão

Imagina se misturar “Entrevista com o Vampiro” com um “clássico” do rock nacional. Foi essa a sacada do grupo. (Fiquei chocado com uma descoberta escrevendo este texto, pois fui pesquisar a música. Conto a revelação no fim). Aí falam da música “Vampiro Doidão” como se fosse o personagem um amigo do Raul Seixas em um documentário. Várias tiradas em cima da música e uma duração aceitável de 9 minutos.

Agora a revelação que me deixou chocado e que passei quase 35 anos da minha vida sem saber e que quem fez o filme não sabe. A música não é do Raul Seixas. O quê!? Isso mesmo! Não é do Raul Seixas! Cacete! Fala mais uma vez! OK! Não é do Raul Seixas. Esta música é erroneamente atribuída a ele, porque a voz do cantor e o estilo musical é parecido. Puta que pariu! Agora fodeu tudo! Meu mundo caiu! Pênalti para o Corin…Digo… Eh… Vou explicar. Pesquisando, fui ver que a música é de um tal de Tuckley. Segue aqui o link da Wikipédia sobre o cantor, que mais adiante adotou o nome de Tuca Estrada e começou a carreira musical dele em Curitiba. E o mais louco de tudo isso: nos anos 80 em diante, ele também se apresentou como Raul Cover. Pronto… abri seus olhos. E estou chocado… Vocês nunca mais serão os mesmos… Estraguei as suas infâncias e as suas adolescências. As minhas também…

13 – Poc La Land

Aí uma coisa mais inovadora. Lembrou o Vida de Plástico do Felipe Xavier, ex-Sobrinhos do Ataíde, se for para algo mais mainstream, por usar bonecas como personagens. Além disso, recriou a lenda da Cinderella com romance lésbico no meio. Se alguém for imitar, não vai dar certo. Grande trabalho (e pequeno na duração com três minutos e pouco). Se tivesse de escolher um filme só para entrar para os anais, seria este pela ousadia de concepção.

Encaminhamentos

Isto posto, meus nobres, os comentários estão abertos. Boa noite e boa sorte!

Previsões aleatórias para 2018

É tradição deste blog, que chega aos 16 anos de idade (pode tirar título de Eleitor), fazer previsões para o ano que começa. É na base da análise de momento que são feitas. No fim do ano, elas são conferidas. Então, vamos a elas, sendo que depois rola um apanhado dos outros anos:

  • As eleições presidenciais terão segundo turno. E infelizmente terá casos de violência entre ou contra cabos eleitorais, podendo inclusive dar morte. O uso de fake news pelos partidos será intenso de vários lados. Congresso será ligeiramente menos conservador que o eleito em 2014 por causa da crise e das polêmicas reformas que tiram direitos dos trabalhadores.
  • As eleições no Paraná também terão segundo turno e serão tensas com briga voto a voto pela vaga no turno final.
  • O Rio Grande do Sul seguirá sem reeleger governador.
  • O Brasil tende a não sofrer nova goleada humilhante na Copa. No entanto, o título não será certeza, pois teremos França, Alemanha e Argentina como fortes concorrentes. Colômbia pode fazer novamente bom papel e o Egito pode surpreender e passar de fase. A Rússia terá dificuldades de passar de fase, se passar.
  • Tendência do campeão brasileiro ser novamente um time que já tem título.
  • Aquela que a gente nunca erra: alguém do BBB fará ensaio sensual ou nu depois do programa.

Veja os anos anteriores:

2017 Previsões Análise

Analisando as previsões aleatórias para 2017

É tradição do blog analisar as previsões feitas em janeiro. Então:

  • Pelo menos um participante de reality show irá fazer ensaio em trajes de recém-nascido (essa sempre acerto).

Teve sim, né?

  • Ministério que começa o ano não termina o ano sem mudanças.

Tivemos mudanças em pastas como Justiça, Cultura e Cidades.

  • A situação nas prisões, com o atual ministro da Justiça, não se pacificará por atos do ministério. A única chance real de pacificação é por meio de acordo entre facções, o que parece meio distante agora que o desentendimento acabou de começar.

Dito e feito: Alexandre de Moraes caiu para cima em março, assumindo cadeira no STF. Tempo depois, o noticiário carcerário amansou ligeiramente.

  • O governo seguirá instável.

O que segura o governo é o Gilmar Mendes e também a compra de apoios por verbas na base aliada.

  • No âmbito estadual do Paraná, uma denúncia se aprofundará e causará danos no comando, no mínimo derrubando gente próxima ao governador.

A Quadro Negro se aprofundou e o Beto Richa era investigado na Publicano no STJ por suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa 2. Gilmar Mendes suspendeu o inquérito.

  • Campeonato Brasileiro não terá campeão inédito, mas Libertadores ou Copa do Brasil poderão ter. Um time que nunca classificou para a Libertadores irá para 2018.

Realmente, Corinthians não é inédito. Nem na Libertadores, Grêmio, e na Copa do Brasil, Cruzeiro, tivemos inéditos. Os estreantes na Libertadores virão de fora: Delfín e Macará do Equador e Monagas da Venezuela.